sábado, 27 de março de 2010

O Projeto

PROPOSTA DE CURSO DE ATUALIZAÇÃO

1. DENOMINAÇÃO DO CURSO: Leituras e escritas do outro e de si: Construindo identidade

2. INSTITUIÇÃO(ÕES) PROPONENTE(S): Universidade Federal de São Carlos e Diretoria de Ensino – Região de São Carlos

3. INSTITUIÇÃO(ÕES) EXECUTORA(S): Universidade Federal de São Carlos

4. DIAGNÓSTICO E JUSTIFICATIVA (indicação de necessidades e prioridades):

Esta atividade proposta trata-se de uma ACIEPE – Atividade Curricular de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão. Esse tipo de atividade vem sendo implementada pela UFSCar, desde 2002, obtendo-se êxito em várias áreas do conhecimento em diferentes modalidades de ações que articulem o Ensino, a Pesquisa e a Extensão.
Nesta oferta de ACIEPE pretende-se contribuir para atender a uma demanda advinda dos estudantes dos cursos de licenciatura da UFSCar, no contexto do processo de avaliação realizado no âmbito do Programa Prodocência DEB/CAPES/MEC. Esse Programa visa a criação de oportunidades para que ocorram vivências de ensino em aprendizagem em espaços não formais que serão oferecidas aos licenciandos da UFSCar e aos docentes das redes de ensino público de São Carlos e região.
Os conteúdos de leitura e escrita, propostos para esta ACIEPE, situam-se numa perspectiva de se pensar “o currículo como espaço de cultura” e encontram sintonia com os princípios da Proposta Curricular do Estado de São Paulo mais especificamente, com os conteúdos voltados para ensino da língua portuguesa que enfatiza a necessidade de minimizar a dicotomia criada pelo pensamento de que a cultura está [...] associada ao que é local, pitoresco, folclórico, bem como ao divertimento ou lazer, enquanto o conhecimento é frenquentemente associado a um inalcançável saber”. (SÃO PAULO, 2008, p. 12).
Dessa forma, esta ACIEPE, Leituras e escritas do outro e de si: Construindo identidade, se se articula com a Proposta Curricular do Estado de São Paulo para os níveis de ensino Fundamental – Ciclo II e Ensino Médio, abordando os conteúdos de leitura e produção escrita da Proposta Curricular da Disciplina Língua Portuguesa, no que tange a leitura e a escrita. Pretende contribuir, também, para melhor sedimentar os conceitos tais como; “História e Memória”, “História e Diversidade”, “História e Trabalho” e “Cultura e Sociedade”, cujos conteúdos estão explicitados na Proposta Curricular da Disciplina de História; como também se encontram articulados com a Proposta Curricular para a Disciplina Sociologia, para o Ensino Médio.
5. OBJETIVOS:

Objetiva-se, de forma geral, criar condições de aproximações entre a leitura de textos literários e as escritas de si, colocando em evidência os processos de construção da identidade local, em três bairros de São Carlos. Com isso, visa-se aprofundar a reflexão e o senso crítico no registro e transformação em textos representativos da memória e da história de ações cotidianas, ocorridas ao longo do tempo, no espaço dos bairros em questão com o objetivo de estimular o cidadão para a aquisição do hábito de leitura de diferentes autores e a prática de escrita de si mesmo como ações promotoras da formação de identidade, do despertar de sentimento de pertencimento e de conquista da cidadania.


Objetivos específicos:
a) Desenvolver oficinas de leitura de textos literários, como conto, poesia, entre outros, e de debates e conversas em torno destes textos de forma a colocar em evidência tanto os processos lingüísticos e estilísticos de construção destes textos, como evidenciar as temáticas que tangenciem a constituição de uma memória cultural e as tensões e diálogos interculturais.

b) Desenvolver oficinas de escritas de si, a partir do uso de narrativas pessoais, do compartilhamento de causos, entre outros, que coloquem em evidência os processos de construção das identidades locais e a maneira pela qual uma dada memória cultural é (re)elaborada.

c) Propiciar ao aluno de graduação, das licenciaturas, uma oportunidade de educação cidadã com o intuito de capacitá-lo para agir como intermediadores no processo de compartilhamento de conhecimentos, acadêmico e de senso comum, e na produção da história local como elemento de agregação, de formação e de identidade e de tomada de consciência das questões de interesse comum.

d) Reunir dados, informações e conhecimentos que possam vir a nortear o desenvolvimento de políticas públicas que incentivem a leitura e a escrita em prol da cidadania.


6. PÚBLICO ALVO

Esta atividade destina-se, prioritariamente a alunos de cursos de licenciatura da UFSCar e aos professores da rede pública de ensino fundamental e médio da região de São Carlos, situada no interior do Estado de São Paulo.
7. CONTEÚDO E METODOLOGIA DE DESENVOLVIMENTO DO CURSO:
Quanto ao conteúdo desta Atividade Curricular de Integração entre Ensino, Pesquisa e Extensão – ACIEPE, para atingir aos objetivos propostos será desenvolvida de forma conjunta entre o Departamento de Ciência da Informação, o Departamento de Letras e a Biblioteca Comunitária da UFSCar.
A proposta se fundamenta em uma articulação entre leitura, escrita e processos identitários e no seu desenvolvimento serão abordadas as questões conceituais sobre leitura e escrita, bem como a análise critica dessas questões na sociedade contemporânea, perpassadas pelas noções de identidade cultural e de cidadania.
Parte-se do pressuposto de que a conquista da cidadania é um processo que se potencializa pela capacidade crítica do cidadão e que esta se viabiliza pela sua competência leitora. Entende-se que a competência leitora aumenta a capacidade do individuo relatar a sua história, no contexto do lugar onde vive e, assim, firmar a sua identidade como cidadão de forma ética, respeitando a diversidade e comprometido com a sustentabilidade.
Trata-se de colocar em foco a maneira pela qual os sujeitos residentes em diferentes bairros de São Carlos reelaboram suas identidades a partir da leitura de textos que remetam à memória cultural e/ou focalizem tensões e diálogos interculturais que tanto caracterizam a constituição destas comunidades (migrações, questões étnicas, relação entre comunidade e universidade, usos das novas tecnologias etc.) como mobilizam os sujeitos para repensarem e reescreverem suas histórias (BAKHTIN, 2003; ORLANDI, 2001).
Com isso, as identidades não são vistas como fixas ou imutáveis, mas em constante processo de (re)formulação e tal processo se materializa na linguagem, ou seja, é na linguagem, e através dela, que os sujeitos organizam e resgatam suas experiências, dando-lhes significado, e constituindo-se como determinados sujeitos (RAJAGOPALAN, 2001; PENNA, 2001).
A proposta de extensão visa manter o diálogo da UFSCar com os moradores dos bairros Vila Isabel, Romeu Tortorelli e Douradinho iniciado no projeto “Leituras de estórias e produção de história: bairros de São Carlos na perspectiva de seus moradores”. Pretende-se, a partir dos laços já estabelecidos e da demanda dos grupos locais, colocar em tela processos de escrita de si e de configuração de uma dada memória local.
A metodologia da proposta pauta-se no desenvolvimento de práticas de aprimoramento por meio de oficinas que propiciem o exercício da leitura de obras ficcionais e da escrita em forma de conto, crônica, poesia e outros que envolvem a criação e a imaginação, de maneira associada às lembranças e recordações de fatos históricos e de acontecimentos cotidianos.
A realização de oficinas de leitura e de escrita se baseará no emprego de metodologias que permitirão operacionalizar (i) a leitura e as conversas em torno de obras ficcionais que contemplam assuntos suscitados como sendo de interesse dos moradores dos bairros (FREIRE, 1975); (ii) as escritas de si, motivadas por leituras e conversas prévias. Espera-se, ao final da atividade ter conseguido, pela leitura coletiva e as práticas de escrita, sensibilizar a comunidade sobre importância de uma reflexão acerca de questões de identidade local e de memória cultural.
Ler e contar aquilo que se leu seria um grande atrativo para os ouvintes e futuros leitores. Seria um momento de despertar e fazer nascer um clima de socialização, solidariedade, sensibilidade para as palavras impressas e pronunciadas pela voz dos participantes. Além disso, faríamos sessões de discussões sobre a temática selecionada. A realização de oficinas de leitura e de escrita se baseará no emprego de metodologias que permitirão operacionalizar (i) a leitura e as conversas em torno de obras ficcionais que contemplam assuntos suscitados como sendo de interesse dos moradores dos bairros (FREIRE, 1975); (ii) as escritas de si, motivadas por leituras e conversas prévias.
Realização de oficinas de escrita que ocorrerão com o emprego de metodologias que possibilitem a reflexão e o estímulo à escrita como uma atividade ao alcance de todos os cidadãos, por meio da reflexão sobre aspectos da vida cotidiana do ser humano, do cidadão e do profissional. Escrever e descrever o bairro de acordo com sua preferência de formato e estilo. Reunir a produção do bairro
As atividades ocorrerão, em dias e horários a serem definidos no primeiro encontro com os participante, e em principio estão previstas para ocorrerem nos bairros e na BCo, sempre com ajuda dos monitores da disciplina. Buscar-se-á, constantemente, promover a interação do saber popular e o saber acadêmico, para, num processo dialético, aprimorar o espírito crítico de todos: alunos, professores e comunidade em geral. Para tanto serão resgatados alguns princípios pautados nos trabalhos de Freire (1997e 1982).
Os texto a serem usados nas atividades de leitura fazem parte dos acervos do projeto Sarau e da BCo/UFSCar, na condição de empréstimo domiciliar. Os textos produzidos e ilustrados serão reunidos e editados, em forma de coletânea.
Pretende-se, assim, partindo da leitura, passar pela escrita e conseqüentemente, fazer um convite a uma tomada de consciência dos todos participantes da realidade que nos cerca.
Espera-se, ao final da atividade, não só o alcance dos objetivos propostos, junto à comunidade, como também, que a atividade tenha propiciado uma oportunidade aos estudantes e professores de fortalecimento das relações entre a universidade e sociedade.


8. ESTRATÉGIAS E RECURSOS TECNOLÓGICOS SELECIONADOS

Aulas expositivas sobre aspectos conceituais pertinentes aos conteúdos de leitura e escrita. As atividades de oficina serão desenvolvidas por meio de dinâmica de leitura e escrita desenvolvida em grupos e individualmente. Serão feitos usos de uso de textos de livros, artigos e periódico tanto para a parte teórica quanto prática. Outros materiais como papel, lápis preto e colorido, também serão usados.
Durante o desenvolvimento da atividade serão feitas pesquisas documental em bases e dados bibliográficos e em arquivos.
Haverá também um trabalho de campo para registro de depoimentos e captura de imagens sobre aspectos específicos dos bairros.


9. FORMAS DE ACOMPANHAMENTO E DE AVALIAÇÃO DOS PARTICIPANTES E DO CURSO

A avaliação das atividades será feita mediante a participação nas atividades, a assiduidade e a entrega das atividades programadas, nos prazos estipulados.
Ao final, o curso será avaliado por meio de questionários direcionados aos participantes abrangendo o conteúdo, a metodologia e materiais utilizados.

10. BIBLIOGRAFIA DE REFERÊNCIA COMENTADA

AMORIM, G. (Org.). Políticas públicas do livro e leitura. Brasília: Cultura acadêmica, 2006.
Taz dados estatísticos e estudos que mostram déficits e deficiências no que diz respeito a bibliotecas, livros, leitura e leitores. Mostra, também, um novo alento para aqueles que compartilham da idéia de leitura como um possível caminho para o desenvolvimento nacional e da cidadania.

BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1988.
A obra aborda domínios das ciências humanas, como: a psicologia cognitiva, a etnologia, a pedagogia das línguas, a comunicação, a estilística, a crítica literária e os fundamentos da semiótica moderna.

BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
Esta obra reúne escritos importantes, com enfoque fenomenológico, sociológico e antropológico da língua escrita.

BARTHES, Roland. A aventura semiológica. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
Obra que empreende a construção de uma abordagem semiótica dos problemas da leitura, da escrita e do ensino.

BENJAMIN, W. O Narrador. In: BENJAMIN, W. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet; prefácio de Jeanne Marie Gagnebin. 7ª edição. São Paulo: Brasiliense, 1985.
Trata-se de uma leitura obrigatória para todos que lidam com os desafios contemporâneos da educação. A crise das narrativas e outros contextos analisados pelo autor são matéria-prima reflexiva para busca de diferentes modelos educativos.

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. São Paulo: Paz e Terra, 1880.
Nesta obra o autor mostra as razões, as motivações psicológicas, os significados emocionais, a função de divertimento, a linguagem simbólica do inconsciente que estão subjacentes nos contos infantis.

COELHO, N. N. Literatura infantil. São Paulo: Ática, 2005.
Obra que permite se estabelecer as relações entre a identidade o popular e o infantil pela apreensão da realidade através do sensível, do emotivo, da intuição revelados na literatura.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982.
Leitura obrigatória pelo fato de Freire se utilizar da própria experiência com a leitura para demonstrar a importância da riqueza do mundo que antecede ao aprendizado do que ele chama de leitura da “palavramundo”.

FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.
Discute a difícil questão da comunicabilidade entre agrônomos e camponeses e apresenta importante contribuição sobre o discurso pedagógico, o conceito de invasão cultural, a "extensão" revista em seu sentido lingüístico e filosófico e a reforma agrária.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997.
Esta obra fornece saberes necessários a prática educativa de professores formados ou em formação.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975.
Esta Obra mostra a opressão contida na sociedade e no universo educativo, em especial na educação/alfabetização de adultos.

ORLANDI, Eni Puccinelli. Discurso e leitura. 6ed. São Paulo: Cortez; Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2001.

A autora propõe uma reflexão crítica sobre a leitura segundo a teoria da análise de discurso, possibilitando uma leitura das diversas relações que permeiam o processo social de produção da linguagem.

PENNA, Maura. Relatos de migrantes: questionando as noções de perda de identidade e desenraizamento. In: SIGNORINI, Inês. Lingua(gem) e identidade: elementos para uma discussão no campo aplicado. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1998.
Este livro retoma e aprofunda as indagações surgidas em colóquios realizados na década de 1990 sobre o tema língua(gem) e identidade. Seu principal objetivo é o de trazer elementos de diferentes abordagens contemporâneas do assunto para a reflexão no campo aplicado.
PLANO Nacional de Cultura: diretrizes gerais. 2. ed. ver. e atual. Brasília: Ministério da Cultura, [2008?].
O PNC apresenta as estratégias e diretrizes para a execução de políticas públicas dedicadas à cultura de modo geral.
RAJAGOPALAN, Kanavillil. O conceito de identidade em lingüística: é chegada a hora para uma reconsideração radical? In: SIGNORINI, Inês. Lingua(gem) e identidade: elementos para uma discussão no campo aplicado. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1998.
Esta obra apresenta os conceitos de linguagem e de identidade por um lado; e por outro, a questão ética e sua dimensão ideológica e inconsciente, a qual, segundo o autor, já está embutida na conceituação de linguagem, ponto de ancoragem de toda ciência lingüística.

RETRATOS da leitura no Brasil. [S. l.]: Instituto Pró-Livro, 2008.
Apresenta resultados de uma pesquisa feita pelo IBOPE para o Instituto Pró-Livro que teve por objetivo traçar o perfil dos leitores e não leitores brasileiros.
SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Ciências para o ensino fundamental Ciclo II. São Paulo: SE, 2008.
Diretrizes elaboradas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo que orientam para o ensino de Língua portuguesa com objetivos e orientar os conteúdos temáticos do Ensino Fundamenta, Ciclo II, e do Ensino Médio, a serem seguindo no âmbito da Rede de Ensino Publico do Estado de São Paulo.

WEISZ, T. Conquistar a leitura, conquistar cidadania. Revista para Viver Juntos, n. 1, set. 2008. Disponível em: . Acesso em: 28/10/2008.
Esta obra trata da relação entre desenvolvimento de habilidades de leitura e a conquista da cidadania e as questões culturais, implicadas nesse processo.


11. CRITÉRIOS DE CERTIFICAÇÃO: Freqüência mínima de 75%, com nota média mínima de 6,0 (seis) nas atividades.


12. RESPONSÁVEL PELA COORDENAÇÃO, ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO CURSO: (nome, tel., e-mail, graduação e currículo resumido anexo):

Profa. Dra. Luzia Sigoli Fernandes Costa
Telefone: 3351-9472
E-mail: luziasigoli@gmail.com
Graduação: Biblioteconomia e Documentação pela Fundação Educacional de São Carlos (FESC)
Pós-Graduação: Mestrado em Engenharia de Produção, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Doutorado em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Marília.


13. ORGANIZAÇÃO DO CURSO:

a) Carga horária total: 60 horas

b) Sistemática de desenvolvimento de atividades presenciais ou à distância:

c) Distribuição da carga horária por tipo de atividade:

A data e o horário do primeiro encontro estão definidos em 13/03/2010 às 10 horas, no Auditório 1 da Biblioteca Comunitária. Contudo os dias e os horários dos demais encontros serão acordados entre todos os inscritos de forma a viabilizar a participação de todos sem prejuízo de suas atividades didáticas. As demais atividades foram distribuídas ao longo do semestre e seguem a carga horária por atividade conforme o Quadro 1, a seguir:

DATA CARGA HORÁRIA TEMA/CONTEÚDO METODOLOGIA/RECURSOS UTILIZADOS
Março
04 horas Escolha de textos para leitura, pelos participantes Serão disponibilizados títulos com breves comentários sobre os conteúdos e temáticas para escola dos participantes.
Março
08 horas Leitura silenciosa e em voz alta. Será estimulada a leitura e a discussão sobre os estilos literários, vocabulário e recursos de linguagem utilizados pelos autores.
Abril
08 horas Contação de estórias e histórias. Os participantes serão preparados para criar ou adaptar histórias.
Abril
08 horas Preferências de leitura e de estilo de escrita. Os participantes deverão manifestação suas preferências de leitura e de estilo de escrita.
Maio 16 horas Coleta de material sobre os bairros Pesquisa documental (em arquivos e bibliotecas) e pesquisa de campo (coleta de depoimentos e captura de imagens sobre os bairros).
Junho 12 horas Contar a história do bairro na visão dos seus moradores Escrever e descrever o bairro de acordo com sua preferência de formato e estilo.
Junho 4 horas Reunir a produção do bairro. Fazer a organização da coletânea.
Quadro 1 Distribuição da carga horária por atividade


d) Período de realização (início e término): de 08/03/2010 a 30/06/2010.

e) Horário: A definir no primeiro encontro com os participantes.

f) Vagas oferecidas: 45 (quarenta e cinco) vagas, sendo 30 (trinta) destinadas aos alunos das licenciaturas da UFSCar e 15 (quinze) destinadas a professores da rede pública de ensino.

g) Mínimo e máximo de alunos por turma: mínimo de 15 alunos e máximo de 50 alunos

h) Recursos financeiros (discriminação do tipo de despesas, se o órgão proponente for da SEE): Não haverá necessidade de recursos financeiros da Secretaria de Estado da Educação, pois o curso será financiado pelo Projeto Prodocência/ProGrad, aprovado pelo MEC e pela PROEX da UFSCar.

14. LOCAL(IS) DE REALIZAÇÃO DO CURSO
As atividades ocorreram na Biblioteca Comunitária da UFSCar e nos próprios bairros, locais a definir.

15. CRITÉRIOS PARA INSCRIÇÃO E SELEÇÃO DOS PARTICIPANTES
A seleção dos participantes se dará pela ordem de inscrição até o preenchimento total das vagas.

16. RESPONSÁVEL PELO ACOMPANHAMENTO DO CURSO:
Edvaldo Valério Franco de Oliveira – Supervisor de Ensino
Denise Simone Pedro – Professora Coordenadora da Oficina Pedagógica de Biologia/Ciências


CURRÍCULO RESUMIDO DO RESPONSÁVEL PELA COORDENAÇÃO, ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO CURSO:

Luzia Sigoli Fernandes Costa

Possui graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Fundação Educacional de São Carlos (FESC), mestrado em Engenharia de Produção, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e doutorado em Ciência da Informação pela Universidade Estadual paulista (UNESP), campus de Marília.
Atualmente atua como professora adjunta e chefe do Departamento de Ciência da Informação, da UFSCar. Na área de ensino ministra, também, disciplinas da área de Gestão de Unidades e Serviços e Normalização Documentária, para o curso de Bacharelado em Biblioteconomia e Ciência da Informação e a disciplina Pesquisa Bibliográfica para o curso de Bacharelado em Ciências Biológicas. Atua, também, em projetos de pesquisa na área de Patrimônio Histórico e Desenvolvimento Regional. No âmbito da extensão, atua em projetos na área de cultura, leitura e cidadania, tendo como foco principal às interfaces dessas áreas com as questões ambientais contemporâneas. Em 2010 passou a atuar junto a Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade CTS do CECH/UFSCar, na Linha de pesquisa intitulada Gestão Tecnológica e Sociedade Sustentável.

Leituras de imagens e identidades

Para categorizar temáticas para inicio das atividades de escrita, tomou-se como ponto de partida o olhar de cada um sobre a cidade, a partir de sua visão fotografada. As imagens foram apresentadas, descritas, lidas, conversadas e sentidas por todos.

A seguir, apresentamos todas as fotos tiradas com as respectivas análises de cada um...e do outro.