Se em uma onda meus reis fossem de areia
Desfaleceriam meus sonhos através do tempo
Morrer-se-iam as gotas que deixaram marcas
Pelo caminho que um dia tracei...
Se em dunas meu corpo desenhassem
E com magias o revivessem
Eu seria como princesa n'água
A transbordar a imagem que vejo...
E no reflexo do convalescido desejo
Que um dia fora doente
Emerge a vontade louca
De imergir no oceano imenso...
Mas se em dunas meus reis fossem magos
E andassem ao meu alcance
Não encontrariam face
Posto que a deixei na onda que carregou meus prantos.
Letícia Conde
Já publicada pela CBJE:
http://www.camarabrasileira.com/apol58-023.htm
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